“United States of Tara” ou “As Taras de Tara”
“As Taras de Tara” centra-se na figura de uma mulher (interpretada por Toni Colette) que sofre de transtorno dissociativo da identidade, ou seja, tem múltiplas personalidades.
Com uma profissão artística na área do design de interiores que lhe permite alguma flexibilidade e independência, Tara vive nos subúrbios, é casada com Max (John Corbett, ex-namorado de Sarah Jessica Parker em O Sexo e a Cidade) e tem dois filhos adolescentes. A filha mais velha, Kate (Brie Larson), é a típica adolescente revoltada em busca do seu espaço. Já Marshall (Keir Gilchrist) é um rapaz inteligente e sensível que se apaixona por um colega da escola.
No início da primeira época, Tara decide confrontar a sua doença e deixar de tomar a medicação. A partir daí começam a surgir os alter egos em que Tara se transforma nas alturas de maior stress: «Alice» é uma dona de casa dedicada, imagem perfeita da mãe de família americana dos anos 50; «T» é uma adolescente provocadora e extravagante; «Buck» é o típico machão que justifica o facto de não possuir uma genitália masculina com um acidente de guerra que teria sofrido no Vietname.
Estes são os que se conhecem no início da série, mas outros poderão surgir no desenrolar da história. Nesta família, que no fundo é uma família normal numa situação disfuncional, nunca se sabe quem vai aparecer para o pequeno-almoço.
O Washington Post descreve As Taras de Tara como «o equivalente televisivo do livro que não conseguimos largar». A partir do segundo ou do terceiro episódio pode mesmo tornar-se viciante.
À semelhança de outras séries da Showtime, como Weeds (Erva) e Nurse Jackie, As Taras de Tara inscreve-se no género de comédia dramática que tem vindo a ganhar um espaço con iderável no universo das séries televisivas. Estas séries e outras como Dexter e Breaking Bad (Ruptura Total) têm vindo a pôr em causa o conceito de normalidade, mostrando-nos personagens pouco convencionais, subversivas, com defeitos de carácter óbvios, mas com os quais inevitavelmente nos identificamos.
Diablo Cody
Diablo Cody, a criadora de As Taras de Tara tem causado furor em Hollywood com o seu passado suigeneris. Trabalhava numa agência de publicidade até que decidiu tornar-se stripper.
Como contou numa entrevista com David Letterman, estava um belo dia no escritório quando pensou: «Isto é uma treta, preferia estar nua».
E assim foi a partir daí. Esta aventura antropológica levou-a a iniciar um blogue («Pussy Ranch») onde descrevia as suas aventuras
enquanto dançarina exótica. Este blogue pode ainda ser consultado em http://blogs.citypages.com/dcody/.
Aquele que viria a ser o seu agente propôs-lhe então escrever um livro a partir das suas experiências: Candy Girl: A Year in the Life of
an Unlikely Stripper. Depois do lançamento do livro começou a colaborar com diversas publicações como jornalista e escreveu o argumento do filme Juno, pelo qual ganhou um Oscar.
Steven Spielberg telefonou-lhe dizendo que tinha uma ideia para uma série e que gostaria que ela escrevesse o episódio piloto, nascendo assim As Taras de Tara. Diablo Cody não se deixa deslumbrar com o rápido sucesso que obteve até agora. «Se esta história de escrever não der em nada, volto imediatamente para o varão», afirmou ela.










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