Covert Affairs, o novo ALIAS
Apresenta-se como uma grande surpresa e, de forma inesperada, revitaliza um modelo anteriormente utilizado sem o copiar directamente. Para os saudosistas de ALIAS (estranhamento traduzido em Portugal para A Vingadora), este apresenta-se como a sua sucessora.
Bastam alguns minutos para percebermos que a lógica, a dinâmica, as personagens, tudo revolve em torno do modelo criado por J. J. Abrams há alguns anos, lançando Jennifer Garner no panorama internacional. Annie Walker (Piper Perabo) é uma jovem sonhadora que, depois de ter sido abandonada por um grande amor no Sri Lanka, decide alistar-se na CIA, onde demonstra ser uma verdadeira estrela da companhia. Para dar um empurrão ao enredo e aproveitando a aparente propensão para falar várias línguas, é colocada no terreno para uma única missão, acabando por se sair de tal forma bem que – surpresa – passa a efectiva com distinção.
A ajudá-la estão os inevitáveis estereótipos, ou sidekick, ou moletas: um fiel amigo – este é cego – que vai fornecendo todo o tipo de gadgets; o jovem colega que gosta da heroína, a chefe austera e o amor impossível. Em defesa da série, a forma hábil como os autores decidiram aproveitar uma forma de fazer televisão inteligente, sem, para já, estragar o modelo. São garantidas desta maneira horas de acção e aventura, de forma equilibrada e divertida.
Tim Matheson realiza os seus primeiros episódios de forma segura, saltando para o outro lado da câmara após participações discretas em Burn Notice e White Collar. De resto, a ele se deve também o argumento da série, numa parceria com Chris Ord. A acrescentar, uma referência para as reaparições de Christopher Gorham (o vilão de Harper’s Island) e Peter Gallagher (o reitor Stacy Koons da última temporada de Californication).
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