No princípio era “A Origem”

 

Concluída a primeira metade do ano cinematográfico, é chegada a altura de dar as boas-vindas ao segundo semestre, aquele que tem por hábito brindar os cinéfilos de todo o Mundo com os títulos mais aclamados pela crítica. Numa primeira fase, os tradicionais blockbusters inundarão as salas de cinema.

Tubarão ditou as regras em 1975, e, ainda hoje, o marketing joga com as cartas do croupier Steven Spielberg. Contudo, a pouco e pouco, depois da fornalha mais comercial, outros títulos chegarão, com a promessa de unir a aprovação da crítica mais exigente, com a satisfação do mais trivial espectador, numa comunhão quase perfeita.

E, a avaliar pelas primeiras impressões que chegam do outro lado do Atlântico, A Origem parece ser a obra de 2010 a ditar o início dessa nova temporada. Depois de Toy Story 3 ter feito as delícias de miúdos e graúdos, o mais recente trabalho de Christopher Nolan (The Dark Knight), não só arrecadou o primeiro lugar nas bilheteiras, como arrancou um punhado de apreciações positivas, que o colocam já, a sete meses de serem conhecidos os nomeados, como um dos candidatos na pole-position aos Oscar do próximo ano.

Aos 62,8 milhões de dólares feitos no fim-de-semana de estreia, o filme de Nolan aliou avaliações de se tirar o chapéu na Variety, New York Times, LA Times e Rolling Stone, o mesmo é dizer, fez o grand slam. Leonardo DiCaprion, Joseph Gordon-Levitt e Ellen Page encabeçam o elenco da obra que, ou muito nos enganamos, ou dará ainda mais cor ao currículo de Nolan. O título chega esta semana às salas lusas.

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