“MAD MEN”… de volta à loucura
Está de volta uma das melhores séries dos últimos tempos. MAD MEN surge, numa 4ª temporada, com um fulgor que nos lembra os primeiros tempos.
A verdade é que Matthew Weiner e companhia terão percebido que este poderá ser um ano menos bom para a série, no que toca a prémios. O final de LOST poderá retirar as já clássicas vitórias na categoria de melhor série dramática e melhor actor.
Além disso, a própria série começou a cair numa monótona existência, à semelhança do que aconteceu entre as 2ª e 3ª temporadas dos Sopranos (também de Weiner). Como não é possível iniciar uma guerra de famílias, a série dos anos 60 iniciou uma pequena revolução na temporada passada.
[Atenção: Revelações] Efectivamente, a série recomeça num ritmo acelerado, com Don Draper (Jon Hamm) a sofrer alterações radicais quer ao nível profissional, quer ao nível pessoal. Com os velhos sócios Roger Sterling (John Slattery) e Bert Cooper (Robert Morse), inicia uma agência do zero.
Na nova aventura acompanham-os os inevitáveis Peggy Olsen (Elisabeth Moss) e Pete Campbell (Vincent Kartheiser), mas também a voluptuosa Joan Holloway (Christina Hendricks) que, convenientemente, deixou de poder estar em casa e necessitou voltar ao activo.
Na vida familiar Don também não está mais calmo. A sua bela e negligenciada mulher Betty (January Jones) decide divorciar-se, deixando-o deprimido e só. E, naturalmente, a vida de conquistas apenas tem um sentido quando se tem um porto seguro, uma referência, uma âncora. Tirando isso, tudo desmorona como um castelo de cartas.
E é neste contexto que vamos acompanhar um Don Draper cada vez mais à beira de um ataque de nervos. Aquilo que era a sua imagem de marca – um criativo de excepção, um sereno chefe de família e um irresistível conquistador – dão lugar a um cada vez mais desorientado homem, sem referências de passado (ele rejeitou o único elo de ligação ao passado, através do seu irmão, até este se suicidar) ou presente.
É nestes momentos que Weiner nos traz o que de melhor faz, cozendo as personagens de forma ardilosa e real, não procurando os encontros forçados, mas deixando fluir de forma orgânica as relações.
Resta-nos sentar e apreciar aquele que deverá ser o maior desafio das carreiras de Jon Hamm e January Jones, numa temporada que promete ser ou a melhor ou a última de MAD MEN.
MAD MEN (temporada 4) – Promo










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